UVAS
As uvas viníferas de melhor
qualidade e adaptabilidade são as francesas, como as brancas Chardonnay e
Salvignon Blanc, alem da alemã Riesling. As uvas tintas Cabernet Sauvignon e
Merlot, de Bordeaux, a Syrah, do Vale do Rhône, alem da espanhola Tempranillo e
a Nebbiolo, do Piemonte, formam o primeiro time das uvas. Até hoje, foram
identificadas cerca de 5.000 variedades de uvas viníferas. Os bons vinhos levam
apenas cerca de 50.
TAÇAS
Aqui, estética e funcionabilidade
são os critérios a serem observados. De modo geral, as taças devem:
- Ter bom tamanho. É melhor um recipiente grande do que pequeno.
- Ser lisa, de fina espessura. Nada de arabesco ou lapidação.
- Ter pé alto para que se possa pegá-la pela haste, sem deixar marcas na taça ou aquecer o líquido.
- Ser incolor, para que se possa apreciar melhor o vinho (tonalidade, textura, viscosidade).
- Ter paredes curvas e bordas fechadas, para melhor apreciação dos aromas. A flûte, ideal para se tomar champanhe, é a exceção.
A Taça só deve ser
preenchida, de tal forma que a parte superior fique plena de ar, o que
contribui para a apreciação do vinho, que ganha na abertura de seus aromas. A
exceção é a taça de champanhe tipo flûte,
que deve ser totalmente preenchida dessa bebida ou de outro tipo de espumante,
já que o dióxido de carbono se encarrega de levar o buquê até a superfície, não
sendo necessário que a taça seja agitada. A perláge
(borbulhas) do champanhe pode ser mais bem apreciada com a taça cheia.
SAFRA
A safra significa o ano em
que as uvas que compõem o vinho foram colhidas. Não interessa quando esse vinho
foi engarrafado. É bom lembrar que alguns vinhos, como a maioria dos portos e
dos champanhes, não são safrados, sendo feitos com uma mistura de várias
safras.
Carnes vermelhas vão bem
com vinhos tintos encorpados. Carnes brancas de aves ou mesmo de porco são boas
parceiras de vinhos tintos leves, rosês e brancos com leve passagem por
carvalho. Os pescados vão melhor com vinhos brancos e alguns rosês. O bacalhau,
que é um peixe especial, pode ser servido com um branco maduro ou um tinto
jovem.
A rolha é feita com a casca de uma
árvore chamada sobreiro. Independente da qualidade do vinho, as rolhas podem
ser atacadas por fungos, que passam para o vinho um cheiro desagradável de
mofo. A bebida é então chamada de bouchoné.
O garçom oferece a rolha para ser cheirada pelo cliente para que possa perceber
se a rolha foi atacada. Mas a melhor forma de perceber esse desagradável odor é
provando o vinho diretamente do copo.
VERÃO E INVERNO
O ar-condicionado dos
restaurantes resolveu em parte essa questão. Os brancos rosês e tintos mais
leves e menos alcoólicos vão melhor ao verão. No inverno, os tintos mais
alcoólicos mandam, principalmente, porque nessa época a tendência é de se
consumir pratos mais encorpados. Quem dá o tom do vinho é o prato, e não o
clima.
QUANDO DEVOLVER O VINHO
O vinho só deve ser devolvido se estiver “com defeito”. “Muitos clientes extrapolam e devolve o vinho por gosto pessoal, o que não é aceitável”, observa o especialista Aguinaldo Záckia. A oxidação e o bouchoné são os motivos mais freqüentes de devolução de vinhos.
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