2016 foi repleto de ataques cibernéticos que exploraram uma série
de vulnerabilidades. E, de acordo com Ondrej Vlcek, vice-presidente
executivo da Avast, a preocupação deve continuar neste ano. "Os criminosos
passaram o ano ocupados, desenvolvendo maneiras de nos ameaçar online. Como a
educação com as ameaças cresce, também aumentam a sofisticação da tecnologia,
as estratégias e os métodos utilizados", explica.
O executivo listou as 6 principais tendências para 2017 no setor; confira:
1. Ransomware
No ano passado, a Avast registrou mais de 150 famílias de ransomware para
Windows. E a expectativa é de que o número seja ainda maior neste ano, por
conta da grande quantidade de programas do tipo disponíveis para uso
gratuitamente. Tudo o que o hacker deve ter é um conhecimento básico para
compilar o código.
2. Ransomware ‘Espalhe ou Pague’
Outra tendência é de que os criminosos peçam às vítimas que espalhem o
arquivo malicioso, caso não possam pagar o “resgate” solicitado. Mesmo não
ganhando dinheiro, isso ajuda a disseminar a ameaça.
3. Vulnerabilidade Dirty COW
A Dirty COW é uma vulnerabilidade no kernel do Linux que permite a um
invasor ignorar a estrutura de permissões para escrever (gravar) em arquivos
que eram apenas de leitura. O executivo da Avast acredita que o esquema
passe a ser usado por criminosos para acessar diversos dispositivos.
"A vulnerabilidade será transmitida por meio de táticas de engenharia
social, que farão com que usuários distraídos instalem aplicativos maliciosos
que rodem o Dirty COW”, aposta o vice-presidente.
4. Exposição de Dados Pessoais pelo 'Doxing'
O doxing, prática onde os criminosos fazem cópias do backup do usuário,
copiando fotos, mensagens, contratos e arquivos importantes, em caso de falha
no backup de segurança, e exigem uma recompensa para devolvê-los e evitar sua
exposição, também deve crescer neste ano.
5. Internet das Coisas
O crescimento de casas conectadas pode deixa-las mais vulneráveis a pessoas
mal intencionadas. Roteadores, câmeras, eletrônicos, carros, games, TVs, babás
eletrônicas e outros dispositivos com Internet das Coisas podem ser invadidos
com as credenciais de login padrão e formar grandes botnets, as rede.
6. Aprendizado de máquina
Uma das tecnologias disponíveis na proteção
também está disponível do lado dos criminosos. A inteligência artificial pode
ser usada para infectar usuários. “A disponibilidade de computação e
armazenamento a baixo custo e de algoritmos de aprendizado de máquina e código
de inteligência artificial prontos deve aumentar a utilização desse método
pelos bandidos”, explica Vlcek.
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Fonte: Olhar Digital